Nosso Dojo

O Tenko Aikido é um dojo inclusivo e a Casa da Equanimidade, sediado dentro do templo do Zendo Brasil, em Perdizes, São Paulo. Treinamos a arte não competitiva do Aikido e a entendemos como "o caminho do espírito harmonioso". Seguindo os passos da filosofia do fundador, nosso objetivo na prática do Aikido é superar a si mesmo, em vez de cultivar a violência ou a agressão.

Logotipos e símbolos relacionados ao Zen Budismo, incluindo flores de lótus, símbolos tradicionais e textos em português e japonês.
Caligrafia Japonesa para Tenko.

Nosso Nome

O nome do nosso dojo, 天孝 (Tenko), foi escolhido por Kawai Shihan e tem um significado especial. 天 (ten) significa “céu” ou “firmamento”, enquanto 孝 (ko) significa “piedade filial”, um valor que enfatiza o respeito e o cuidado pelos pais e ancestrais.

O nome não tem tradução direta para o português, mas, aqui, Tenko poderia ser interpretado como “Gratidão que honra a vida e os que vieram antes”, simbolizando um profundo respeito pela tradição, pela disciplina e pelos aspectos espirituais das artes marciais. Também reflete o compromisso do dojo com a harmonia, o respeito e o cultivo do caráter, princípios centrais do Aikido.

O termo é pouco usado no japonês moderno, mas conserva seu significado cultural e filosófico.

Entrada decorada de uma casa com painel em letras japonesas, escada de madeira, luminária de teto e decoração oriental ao fundo.

Nossa Casa

O Tenko Aikido tem casa dentro do Zendo Brasil, a comunidade zen budista dirigida pela Monja Coen Roshi, em Perdizes, São Paulo. Treinamos no mesmo endereço, sob o mesmo teto que abriga o zazen.

Não é só partilha de espaço. Aikido e Zen partem do mesmo ponto: a atenção que se assenta antes de qualquer movimento. No templo, o silêncio do zazen e a prática no tatame se completam. Um ensina a ficar; o outro, a mover-se sem perder o centro.

Treinar aqui é treinar dentro de uma comunidade viva, cercado por décadas de prática contemplativa. Quem chega ao tatame chega também a uma casa de equanimidade.

Caligrafia Japonesa para Fudoshin.

Nossa Visão

Imaginamos o Tenko Aikido como um espaço seguro e aberto, onde uma comunidade de aprendizes pode se reunir para experimentar e incorporar a prática do Aikido.

Acreditamos que, por meio dessas práticas, podemos encontrar um caminho para aprofundar a qualidade de nossas vidas individuais, expandir nossas limitações — sejam da mente ou do corpo — e contribuir para a sociedade trabalhando primeiro em nós mesmos. Buscamos fortalecer nossos vínculos com a comunidade local e com o mundo mais amplo, tornando o treino e os ensinamentos do Aikido acessíveis ao maior número possível de pessoas hoje, amanhã e no futuro.

Montanhas em estilo sumi-e em tons de preto e cinza, com aparência suave e atmosférica.
Design de selo tradicional chinês com caracteres antigos dourados em fundo preto.

Nossa Missão

Promover uma forma harmoniosa de viver e de ser por meio da disciplina tradicional japonesa do Aikido. Oferecemos em São Paulo um santuário onde pessoas de todas as origens podem se reunir, crescer, evoluir e florescer com o treino desta arte marcial.

Promovemos uma maior compreensão desta arte tradicional japonesa, bem como de outras atividades culturais japonesas, ao:

  1. possibilitar e incentivar que os alunos viajem a outros dojos e comunidades de prática;

  2. trazer instrutores de alto nível de todo o mundo ao nosso dojo em São Paulo; e

  3. cultivar e apoiar futuros instrutores de Aikido nos vários níveis da profissão.

Entre em contato se quiser saber mais. Também recebemos de bom grado a parceria com escolas, organizações sem fins lucrativos e organizações comunitárias que queiram conhecer e compartilhar a nossa prática.

O Tenko Aikido não discrimina com base em idade, raça, gênero, religião, etnia, orientação sexual ou origem nacional.

Mark Araujo

INSTRUTOR-CHEFE - 3º DAN AIKIKAI

Dojo de Aikido com dois praticantes treinando uma técnica, um deles segurando o outro, em um ambiente com portas de papel e iluminação natural.

Mark Araujo é diretor de arte e designer gráfico, com mais de vinte anos desenhando sistemas visuais para marcas globais, de São Paulo à Austrália e à Espanha. Mas o que define como ele trabalha não veio do estúdio. Veio do tatame.

Começou a treinar Aikido em 1997, em São Paulo, com Reishin Kawai Shihan (8º Dan Aikikai), o mestre que trouxe a arte ao Brasil. Foram nove anos ao lado dele, perto o bastante para ensinar adultos e crianças na Academia Central, cuidar de um de seus dojos e servir de uke numa turnê de treinamento pela Europa, em 2004.

Por esses mesmos anos, aproximou-se da Monja Coen Roshi, uma das líderes zen-budistas mais respeitadas do Brasil, e começou a estudar Zen e meditação. Em 2005, juntos, levaram a prática a um orfanato no bairro de Pinheiros. Foi dela a lição que organizaria tudo o que ele faz desde então: "A técnica importa, mas o tom importa mais. Quando as pessoas se sentem seguras, aprendem. Quando se sentem vistas, contribuem."

Em 2006, mudou-se para a Austrália, e a prática se abriu para outras correntes do Aikido. À base Aikikai, herdada de Kawai, somou em Sydney o estilo Iwama, rigoroso no fundamento e no trabalho com a espada e o bastão de madeira. Em Melbourne, conheceu o estilo Tomiki, voltado à preservação dos katas antigos, herança da formação do seu fundador no judô. Em 2021 voltou a ensinar à frente do seu próprio dojo, o Tenko Unity Aikido, então ligado à rede Unity Aikido.

De volta ao Brasil, no início de 2026 publicou o livro Dojo Design Dynamics, em que destila anos de Aikido, design e gestão de equipes em princípios de liderança e cultura para o trabalho do dia a dia.

Hoje, em São Paulo, o que ele aprendeu com a Monja Coen ganhou uma casa. O Tenko Aikido treina dentro do templo do Zendo Brasil, a comunidade que ela dirige: o zazen e o Aikido sob o mesmo teto. É ali que Mark ensina o que o tatame e o zafu lhe mostraram: que a forma só se sustenta sobre o centro e que ninguém aprende de verdade onde não se sente seguro.

A MESMA PRÁTICA, FORA DO TATAME

DOJO DESIGN DYNAMICS - Princípios do Aikido para Liderança e Cultura por Design.

Não é teoria sobre arte marcial. É a filosofia por trás dela, aplicada ao trabalho de todo dia: liderar com presença sob pressão, decidir com clareza em vez de reação, formar equipes que se recuperam rápido. São 14 princípios e micro-práticas de 90 segundos que cabem entre uma reunião e outra. Sem experiência em Aikido, sem teoria abstrata. 108 páginas e dez ferramentas prontas para usar na segunda de manhã.

Nossa Linhagem

Homem mais velho praticando aikido com um parceiro mais jovem em um dojo, vestindo uniforme branco.

Reishin Kawai

8º DAN AIKIKAI JAPAN

Munenori Reishin Kawai (28 de fevereiro de 1931 — 26 de janeiro de 2010) foi Shihan de Aikido 8º Dan Aikikai. Em sua juventude, a saúde de Kawai era frágil, o que o levou a recorrer à acupuntura e à prática do Sumo e Kenjutsu. Ainda jovem, tornou-se uchi-deshi (aluno ou aprendiz residente que treina sob a orientação de um sensei e o assiste em tempo integral) por 7 anos na casa de Torataro Saito, que lhe ensinou medicina tradicional japonesa, além do Daito-ryu Aiki-jujutsu e do Aiki-Budo de Ueshiba.

Em seguida, estudou na Universidade Tsukushoku, formando-se como médico (M.D.) em Medicina Tradicional, antes de se tornar professor associado nas disciplinas de acupuntura geral e técnica de moxa. Durante esse período, deu continuidade aos seus estudos de Aikijujutsu no Aikikai Hombu Dojo — estudando principalmente com o O-Sensei Morihei Ueshiba e seu filho Kisshomaru Ueshiba, antes de emigrar para o Brasil e estabelecer-se como médico.

Morihei Ueshiba entregando certificado a Kawai Shihan.

Em 1963, o fundador do Aikido, Morihei Ueshiba, concedeu-lhe o diploma de Shihan (o reconhecimento oficial como professor de nível Mestre), em reconhecimento ao seu alto padrão e aos seus esforços para difundir o Aikido — o que Kawai Sensei seguiu fazendo, introduzindo o Aikido no Brasil e ajudando a difundi-lo por toda a América do Sul. De 1976 a 1984, foi vice-presidente da International Aikido Federation (IAF), tornando-se posteriormente Diretor-Geral da Federação Sul-Americana de Aikido e o representante oficial do Aikikai Hombu Dojo.

Kawai Shihan faleceu em São Paulo, em 2010, aos 78 anos. O Aikido que se pratica no Brasil hoje vem, em boa parte, dos discípulos que ele formou.

Outros Professores

Na Austrália, a prática de Mark se abriu para outras linhagens. Treinou com três mestres, cada um guardião de uma tradição distinta dentro do Aikido.

Duas pessoas praticando Aikido, uma delas está em uma posição defensiva e a outra está tentando estabelecer controle. Ambos usam quimonos brancos e estão em um dojo.

Jikou Sugano Sensei (6º Dan Aikikai) pertence à linhagem da Aiki Kai Australia, fundada por seu pai, Seiichi Sugano Shihan, um dos uchi-deshi que Morihei Ueshiba enviou ao mundo para difundir a arte. Sua prática mantém o vínculo direto com o Hombu Dojo, em Tóquio.

Homem sorridente vestindo uniforme de artes marciais em uma sala interna.

Saburo Takayasu Sensei (7º Dan Shihan) treinou no dojo de Iwama sob Morihiro Saito de 1967 a 1973 e esteve presente na última aula dada por O-Sensei em Iwama, em 1969. Um dos raríssimos alunos japoneses de Saito a viver e ensinar fora do Japão, está em Sydney desde 1974, onde preserva a forma tradicional takemusu aiki à frente da Takemusu Aiki Association.

Mulher idosa usando uniforme de artes marciais com faixa preta, de pé em campo gramado com árvores ao fundo.

Hanifa Leoni Macfarlane Sensei (8º Dan Japan Aikido Association) introduziu o Tomiki Aikido na Austrália em 1970. Praticante desde os 19 anos, no Reino Unido, e fundadora da Unity Aikido, foi incluída no Hall da Fama das Artes Marciais Australianas em 2013. Para ela, o Aikido é uma arte de movimento que qualquer pessoa pode praticar, em qualquer idade.

Monja Coen

MESTRA ZEN · ABADESSA DO ZENDO BRASIL

Monja Coen, ajoelhada com as mãos juntas em posição de oração, em um ambiente interno com decoração simples, incluindo quadro na parede e uma floricultura ao fundo.

Monja Coen Roshi é missionária oficial da tradição zen-budista Soto Shu e uma das mestras zen mais respeitadas do Brasil. Paulistana, foi jornalista antes de partir para os Estados Unidos, onde descobriu o Zen e foi ordenada monja em 1983. Seguiu para o Japão, onde viveu doze anos de treinamento intensivo no Mosteiro Feminino de Nagoya (Aichi Senmon Nisodo) e se formou professora habilitada a orientar monges, monjas e leigos. De volta ao Brasil, fundou em 2001 a comunidade Zendo Brasil, cujo templo, o Taikozan Tenzuizenji, hoje dirige como abadessa. Já formou mais de trezentos discípulos e é autora de mais de vinte livros.

A Monja Coen não é instrutora de Aikido, mas o Zen que ela ensina permeia tudo o que se pratica no Tenko. Foi com ela que Mark começou a estudar Zen e meditação, por volta de 2000, e desde então a atenção que se cultiva no zazen se tornou parte de como ele conduz o tatame.

Rua Wanderley, 1302 – Perdizes
São Paulo, SP, Brasil

Logos de diferentes estilos e cores relacionadas ao Zen Budismo e ao Aikido, incluindo símbolos e textos em inglês, japonês e português.

CLASSES

Quartas e Sextas
7:00pm–8:30pm

Contato
falecom@tenkoaikido.com
(11) 91233-2311

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